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demagogia de bolso

Convencido . Corrompido . Corrosivo .

demagogia de bolso

Convencido . Corrompido . Corrosivo .

Esquadrão Suicida de Tédio

Tanto hype para quê?

Tanta coisa com o Jared Leto a fazer de Joker para quê?

 

 

175 milhões de dólares para fazer um filme em que os maus da fita têm de ser os bons da fita sem que deixem de ser os maus da fita e tudo para combater uns outros maus da fita? Por favoooooooooooooooooor. A coerência e a solidez do argumento do filme estão ao nível daquela série épica de western lusitano chamada "Alentejo sem lei". Pelo menos, numa análise comparativa, encontramos "pesos-pesados" de um lado e do outro a terem prestações horríveis enquanto atores mas encarnando personagens que ficam para a posterioridade.

 

Começando pelo mais badalado. Temos um Jared Leto a fazer de um Joker quase-figurino (quem pensa que o Joker é protagonista, desengane-se), aliás, a importância que ele empresta ao argumento principal do filme está assim para o muito como estava o macaco Adriano para o Big Show Sic. Empenhou-se tanto para o papel, tanta demência investida naquela prestação e para quê? Para quase nada a não ser cachets milionários. A graça está no facto de Jared Leto não ter nada a ver com o papel que interpretou, mas desde quando é que isso é sempre positivo? Uma vez mais, Alentejo sem Lei, onde tinhamos o Herman José a fazer de Capitão Galamba. Percebem? Claro que não, porque não faz sentido nenhum. Tal como o Joker no filme. Ele não faz parte dos maus da fita que viram bons nem faz parte dos maus da fita que são sempre maus e que são combatidos pelos primeiros. Não. Está lá apenas para dar um toque de je ne sais quoi aquela balbúrdia toda de tiros, efeitos especiais e mais tiros.

 

Deadshot a.k.a Will Smith em versão meta-humano de "Bad Boys 2" a solo mas com uma sensibilidade frágil de Natalie Portman em Cisne Negro. Mais, se o objetivo era dar uma visão de um Deadshot, super assassino, serial killer ao máximo, mercenário a todo o nível, com uma precisão e eficácia de 100% ao mesmo tempo que tenta ser o Luís Esparteiro no Super Pai, mais valia terem escolhido qualquer pessoa que conseguisse parecer e ter mais atitude de homem do que o Will Smith. Já escolheram? Aposto que pensaram na mesma pessoa que eu. Vá dizemos todos o nome da pessoa aos 3. Tudo pronto? 1.... 2.... 3..... Hilary Swank!!! Exato, apenas e because porque no fundo Boys Don't Cry.

 

Rick Flag. Preview point sobre este personagem. O actor que primeiramente tinha sido escolhido para este papel era o Tom Hardy. Estão a acompanhar certo? TOM HARDY!!! O extraordinário "Bane" de Batman: The Dark Knight Rises. Mas por falta de agenda não pode e então tiveram de contactar o IEFP para arranjar alguém e foi daí que apareceu um sueco-americano de seu nome Charles Joel. E cuja experiência como "mestre de armas" resumia-se ao remake aparvalhado de RoboCop. Não se pode esperar muito como é óbvio com um background destes, mas o que é certo é que a personagem assenta como uma luva à cara deste menino. Um pau mandado. Don't ask, don't tell.

 

Amanda Waller. O papel de chefe dos mauzões todos calhou a Viola Davis, nada mais do que a versão da Oprah Winfrey em How to get away with murder mas com menos cabelo.

 

Captain Boomerang, El Diablo, Killer Croc, Katana e Slipknot. Os restantes membros (secundários) do grupo. O primeiro parece tirado do Green Street Hooligans - o dente de ouro não engana, adepto do Leeds United desde pequenino. O segundo parece uma mistura entre um primo afastado do Michael Schofield em Prison Break e um zé-ninguém do Mara Salvatrucha. Fosse como fosse, preferia enfrentar o El Diablo mesmo com a sua habilidade de acender um maço de tabaco de uma vez do que enfrentar um gajo do Mara Salvatrucha. Antes queimado do que sem um rim é o que eu penso. Killer Croc, o que podia ser muito bem uma marca de cereais é apenas um gajo entroncado e a vítima da dupla discriminação que se lhe fez neste filme. A primeira por ser o gajo mais feio de todos e cuja habilidade é conseguir viver num esgoto (grande coisa, conheço para aí 3 ou 4 famílias de ciganos na minha terra que vendiam um filho para poder viver na sumptuosidade de um esgoto), e a segunda porque é o único preto do filme. Ou seja, já não bastava ser preto, ainda para mais o único, e não o deixam sequer ser preto no filme. Racistas. Mais arianice do que isto só mesmo o videoclip do Kamini sobre a Marly Gomont. Katana, uma japonesa samurai de máscara à semi Anonymous e cuja voz compara-se à Michelle Larcher de Brito a guinchar de cada vez que bate numa bola. Slipknot, um erro de casting que só se aperceberam já o contrato estava assinado. Solução? Falar pouco do gajo durante o filme, não deixar o gajo falar, e matá-lo assim que puder. Mission accomplished.

 

Dr. June Moone / Enchantress - A super vilã badass cá do sítio. Um mix entre uma divindade maia, a medusa do Perseu e a Cruella de Vil dos 101 Dálmatas. Vale pela atriz apenas mas não como atriz claro. 

 

 

E agora, o único motivo válido pelo qual vale a pena considerar ir ver o filme.

 

Harley Quinn. A super boazona, e completamente frita dos cornos, namorada do Joker interpretada por uma super boazona, e completamente frita dos cornos, Margot Robbie. Nasceu para o papel acreditem. Eu voluntariava-me de olhos fechados para que ela me espancasse na boa. Sentido de humor incrível, um timing de falas perfeito, um visual arrebatador, e uns glúteos que meu deus. Estive quase para fazer, em plena sessão de cinema, uma homenagem à oração da bunda do João Kléber. Mas que curvas. Atenção: Sexo feminino! Vocês sabem aquela expressão lamechas, que por vezes até nós homens utilizamos como forma de coro, num vale tudo já desesperado, "A curva mais bonita de uma mulher é o seu sorriso?". Conhecem certo? Pois, é mentira. Nenhum sorriso bate as curvas da Margot Robbie. 

 

 

Quanto ao argumento, e batendo na mesma tecla e remetendo para tudo quanto já foi dito supra, o filme, em si, é uma valente merda. Só é apelativo pelo hype gerado, pelos atores e por ser da DC Comics.

 

Mas como também não quero ser tão crítico, até para não correr o risco de acharem que fico logo mal humorado pela manhã, vou acabar esta crítica cinematográfica com uma piada sobre o Batman:

 

Ben Affleck.

Exílio

Demorei.

Demorei bastante, por sinal.

 

Demorei mais de seis meses a entrar aqui outra vez. O conflito interior e pessoal que deflagrou, levou a que me exilasse de mim mesmo no que à escrita diz respeito. Não foram só as ideias que fugiram. A originalidade. O querer escrever. Não.


Fugiu o prazer de o fazer. 

 

Mas estou aqui outra vez. No entanto, não foi fácil e foram necessários sacríficios como tudo na vida. 

 

Nestes mais de seis meses que passaram muita coisa mudou. Na minha vida, nas vidas ao meu redor e nas vidas ao redor das vidas que estão ao meu redor. Menos a vida do meu avô, essa não mudou muito, pelo contrário, esfumou-se a 4 de Março mas não tem mal, falarei disso, eventualmente - talvez haverá quem, nostalgicamente e quase que semi inconsciente, se recorde de umas passagens aqui a propósito de um Franklim, mas tudo a seu tempo. Estou de volta para tentar ser o niilista que sempre quis ser, embora as minhas quotas pagas da corporação de Bombeiros ou o voluntariado no GASC representem o paradoxal das minhas intenções. O que, diga-se de passagem, é puramente falso.

 

Penso que recuperei a fluidez. Era o que mais me preocupava sinceramente. Não ser capaz de escrever fluidamente atormentava-me profunda e proficuamente, tanto como o receio de um dia ligar a televisão e ser obrigado a assistir, ininterruptamente, à progamação diária da SIC Caras. Quero falar de tanta coisa. Da morte do meu avô. Da morte do Nicolau "Tá-tudo-preso-seus-cabrões" Breyner. Da morte do Camilo (e daí prefiro só falar do estado de viuvez da Paula Marcelo, que enviuvou mesmo a tempo de tentar ir à penetra à festa de verão da TVI no Tamariz de forma a procurar consolo - e aqui apenas duas formas: ou a chorar compulsivamente no ombro do Flávio Furtado, numa mistura de luto e repulsa pelo padrão floral dos cortinados da coleção primavera/verão de 1983 presente na camisa escolhida por ele; ou, e eu optava por esta, num concurso de beer pong com o José Carlos Pereira em que se falhase o Zeca bebia e se acertasse o Zeca bebia. Adiante). Quero muito, mesmo muito, falar do atentado em Nice, até porque é sempre nice falar das desgraças dos outros. Por exemplo:

Capturadeecrã2016-08-07às23.56.57.jpg

 

Uma palavrinha pelo Éder e pela conquista do Euro 2016. O Óscar do Leonardo. Os papéis do Panama. Dos conterrâneos do Beauté que quinaram em Orlando. Do Brexit. Do Trump. Do Donald. Do Donald Trump. Tanta coisa para falar. Tanta coisa para derramar falsas opiniões e considerações de forma a importunar, incomodar e irritar pessoas.


Mas também quero falar de mim. Do que fiz e do que ando a fazer. Da paraguaia que conheci e que me fez juras de amor e dois dias depois partiu me o coração ou corazón (para o caso de ela ler isto.... Vaca...). Das minhas férias no estrangeiro, subentenda-se, Algarve. De calças brancas, again. Mas prometo que não falo nem de discotecas nem da Érica da Casa dos Segredos (já agora, se souberem em que letra é que ela vai no que toca aos gajos da lista dela avisem-me, é que se me toca a mim lá para Outubro não me dá muito jeito)

 

Tenho tanta merda para dizer (escrever), e tanta gente para criticar. Prometo que tentarei ser a segunda pessoa mais chata da blogosfera, visto que para o ser a pessoa mais chata tinha de adorar livros mesmo que fossem de culinária e tivessem como título algo do género: "Recetas culinarias tradicionales de la ciudad de Pedro Juan Caballero".

 

E agora só não continuo porque tenho de ir atear um fogo ao monte idílico e verdejante que vejo da janela do meu quarto porque não me apetece nada pagar mais IMI pela vista que tenho para um punhado de eucaliptos. Obrigadinho Camarada Costa.

 

Inté.