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demagogia de bolso

Convencido . Corrompido . Corrosivo .

demagogia de bolso

Convencido . Corrompido . Corrosivo .

Bem-vindos ao AllGarve

Se há 3 coisas que me irritam profundamente no Algarve, durante o Verão, elas são:

 

1.º- A sobranceria dos Ingleses - que chegam aqui e pensam que querem, podem e mandam. Têm a mania que vêm feitos capitães Cook, carregados de espírito colonialista, e que chegam aqui espetam uma bandeira do Reino Unido no chão e já é tudo deles.

 

2.º - A desvalorização do povo Português - às vezes pela nossa própria "raça". É a conclusão a que se chega. O cidadão português que vem fazer férias "lá fora cá dentro", chega ao Algarve e apercebe-se que se encontra na base da hierarquia das classes de nacionalidades em vigor por estas terras. Os únicos portugueses que não o são, são aqueles que são do Algarve, os proprietários dos estabelecimentos, que são, ao mesmo tempo, os primeiros a relegar para a mera posição de transeunte todo e qualquer cidadão português que venha de fora. O melhor exemplo disto passa-se nos restaurantes: onde uma pessoa chega para jantar, não consegue ler a ementa porque não está em português (estou-me a pôr, obviamente, no lugar dos meus pais, que coitados só têm a 4.º classe - mau era se eu não soubesse minimamente inglês, ainda me retiravam retroativamente o meu diploma de conclusão do ensino superior) e então pede ajuda a um empregado mas este também não serve de nada uma vez que é.... Exactamente, inglês. Acho isto rídiculo, porque o maior número de pessoas a passar férias no Algarve são os portugueses. Mas, whatever.

 

3.º - Cantores de bares. Sempre que virem um bar com uma placa a dizer "Música ao Vivo", não leiam o que se segue, porque não estão no Algarve. Devem estar de Vila Nova de Milfontes para cima (Norte). Agora se virem uma placa a dizer "Live Music Tonigh (ou) Every Night", FUUUUUUUUUUJIIIIIIIIIIIIINDEEEEEEEEEEEEE! É certo apanharem um "serial killer". Um, à boa moda do Manuel Moura dos Santos, "terrorista das canções". Dou o exemplo de hoje. Eu, a mais a minha family, estavamos numa esplanada a tomar o cafezinho quando chega o "artista". Guitarra na mão, e aspeto de quem estava desempregado e já não tinha mais sítio nenhum para ir pedir carimbos e teve que se sujeitar a vir para ali cantar, ajeita a "máquina" de som, liga os cabos à guitarra, e siga, aqui vamos nós. Os 20 minutos que se seguiram, foram um genocídio à cultura pop/rock dos anos 70 até aos dias de hoje. Posso-vos dizer que ao, suposto, som da Rehab da malograda Amy Whinehouse, o inglês era tão imperceptivel que ouvi o casal inglês, esse sim a falar a língua de Shakespeare corretamente, da mesa ao lado a comentar (a esposa para o respetivo esposo, deduzo eu) que, basicamente, algum artista português devia ter feito um cover da Rehab, aproveitando o instrumental mas mudando a letra. Só por aqui já se denota o calibre do Zé Amaro dos bares de Vilamoura. 


Priceless.

 

Mas pronto, como ainda me faltam uns dias por aqui, há que levantar a moral, because, à boa moda da música britânica, the show must go on.