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demagogia de bolso

Convencido . Corrompido . Corrosivo .

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Ei-los que partem

por oBomIdiota, em 10.06.15

Hoje estou saudosista. 

 

Desde que acordei, há cerca de 2 horas, ainda não fiz mais do que ver vídeos do Camilo e Filho na net. Ainda estou em choque com a notícia da morte do Nuno Melo. Quem diria não é? Sempre ouvi dizer que coisa ruim não morre fácil. E com base nesse adágio muito antigo, pelas minhas contas, o Nuno Melo ainda devia ter mais uns 126 anos pela frente.

 

O gajo era mau. Muito mau mesmo. Tinha cara de rufia. Sempre teve. Aposto que era daqueles gajos que quando era puto roubava o lanche e/ou dinheiro do lanche aos colegas de escola. Se bem que era preferível esta segunda opção, porque tendo crescido em Castelo Branco na década de 60, a roubar o lanche, significava, basicamente, roubar aquelas duas fatias de broa caseira que o seu coleguinha Zé Amaro ou Raimundo Perestrelo levavam de casa. Em dias de sorte, talvez conseguisse marfar a um ou a outro um pãozinho com torresmos.

 

Mas pronto, percebe-se a dureza e a rigidez do Nuno Melo. Cresceu num meio agreste, fez-se homem muito cedo. Aos 12 anos de certeza que já tratava o bagaço por tu. Pelas feições da cara e a estrutura corporal, também não me admirava nada se já tivesse sido forcado e já tivesse levado umas valentes cornadas. Quanto a cornos, não sei se seriam só estes, ou se também já teria levado "cornadas" de alguma "vaca" durante a sua vida. 

 

E quem é que não se lembra da personagem Alberto Chumbinho na série "Camilo e Filho Lda"? Aquele papel assentava-lhe como uma luva. Nem era preciso representar. Ele já era tosco, parolo, rude e barraqueiro dele próprio. Mas não foram só estes sucessos que fizeram dele um dos actores mais reconhecidos do panorama nacional. E se a sua carreira teve o seu inicío naquela mini-série western hollywoodesca (de apenas 3 episódios, que rídiculo) passado no Alentejo do séc. XIX, auto-intitulada "Alentejo Sem Lei". O seu auge enquanto ator, embora tendo maioritariamente papéis em que bastava ser ele próprio, ocorreu com a interpretação do "paizinho" da Amélia no Crime do Padre Amaro, e na novela Vingança onde fez de psicopata. Ou seja, basicamente, bastava chegar às filmagens e continuar a ser Nuno Melo. Em 2012 ganha o Globo de Ouro de Melhor Actor. Só por isto, já dava para fazer um post inteiramente dedicado a descorrer a credibilidade destes Globos de Ouro. Mas não importa, o que interessa é que ele ganhou e levou a estatueta para casa por ter feito de vilão (que supresa!) no filme "O Barão". Morreu ontem aos 55 anos, vítima de cancro do fígado. Não foi fácil, o próprio cancro teve alguma reticência em aparecer no Nuno Melo. Tinha medo de retaliações. É normal quando a pessoa em causa tem cara de bêbado e que arma confusões por tudo e por nada. Além do cancro, aquele fígado já tinha Hepatite C à 7 anos. Quer dizer, basicamente, o Nuno Melo durante anos deve ter pensado que era o Keith Richards e pensou que a sua vida podia ser só gajas, alcoól e rock n roll. Só que ao contrário dos Rolling Stones, o Nuno não tinha assim grande número de fãs, e muito menos ainda groupies, que se dedicassem a fazer tudo o que ele queria. Pois, provavelmente, tinha que se contentar com aquelas que "operavam" ali na zona de Monsanto, ou no parque Eduardo VII, mesmo estas sendo de cariz duvidoso no que toca à sua morfologia sexual. Mas Nuno era assim mesmo, um made man português, criado à bruta, pelas "leis" indigestas e severas do interior do país, que subiu a pulso no panorama cinematográfico e televisivo português. A pulso, porque imagino que tenha mandado muitos sopapos durante a sua carreira toda.

 

Mas, no fim, o cancro venceu-o. E agora, ficará para sempre, gravado na nossa memória, o virtuismo com que Nuno Melo nos agraciou durante a sua vida. Não pelas séries, novelas e filmes que protagonizou. Nada disso. Nuno Melo ganhou um destaque nas nossas vidas, através daquele vídeo de 7 segundos, excerto de um filme qualquer, em que todos nós em algum momento já o partilhamos para gozar com alguém. Por isso Nuno, e assim me despeço:

 

- Foda-se pá, estou emocionado!

 

-------

 

Além do Nuno Melo, estes dias foram pródigos em ver mais gente a "partir". Nomeadamente, a "Generala", aquela que tem uma boca do tamanho do Túnel do Marquês. Exactamente, a Manuela Moura Guedes. Sempre pensei, que com uma boca e um queixo daqueles, ela sempre tivesse grande poder de encaixe. Pelos vistos enganei-me. Apesar de até perceber a sua frustração, e até lhe dar alguma razão no que toca à postura daquela "vaquinha" do PS. E parece mesmo uma vaquinha visto que tem uma tatuagem no braço que mais parece um daqueles números que se "pregam" nas orelhas das vacas. A MMG perdeu a razão toda a partir do momento em que decidiu abandonar o programa. Não pode ser Manuela. Estamos em direto para a televisão. Tudo bem que era o Nilton o moderador do programa, o que por si só não ajuda. E embora, ache que o Nilton ao vivo até se safa com alguma piada, vê-se claramente, que em frente a uma câmera, aquela luzinha mínuscula, aquele pequenino rasgo de talento de humor, apaga-se literalmente. "Momento Santana Lopes"? Não te lembravas de mais nada? Mas pronto, é o que temos. Acho sinceramente que nem se devia dar tanta atenção a isto. Aliás, ninguém via o programa, para além dos 2 cameraman que eram obrigados a estar ali a filmar aquilo, e mesmo esses, às vezes ainda conseguiam passar pelas brasas. Francamente, ter 4 mulheres a debater as actualidades, política externa, etc. Opa, era a mesma coisa que pôr o Manuel Serrão, o Eduardo Barroso, o Rui Gomes da Silva e o João Gobern na Sic Mulher a discutir croché, rendas, bordados, ponto cruz e ponto corrido. Não faz sentido.

 

Por isso, Manuela, se me estás a ouvir (ou a ler), dois conselhos:

 

- Conserva a tua dignidade, a tua intelectualidade e a tua cultura e evita estes "suícidios" de imagem pública. Já chegou teres sido o erro de casting que foste ao apresentares o Quem Quer Ser Milionário, e já chega as postas de pescada que mandas no teu face e que mesmo assim já são escusadas. Fica sossegadinha no teu canto, a ler um livro, e a recordar-te dos teus tempos aureos em que ainda cantavas "foram cardos, foram prosas".

 

- Mete um parquímetro na boca, com esse tamanho todo ainda ganhavas uns trocos a estacionar aí uns carros. Agora a sério, o Zé Eduardo nunca se "constipou" ao meter a "cabeça" aí dentro? É que com tanto espaço, imagino a corrente de ar que não deve ser.

 

Tu és a pessoa certa para aquela piada:  Era uma vez uma mulher com uma boca tão grande, tão grande, tão grande, que quando queria dizer 80, dizia 160. 


Não tem piada pois não? Nem tu Manuela, nem tu, e mesmo assim esforcei-me.

 

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