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demagogia de bolso

Convencido . Corrompido . Corrosivo .

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Exílio

por oBomIdiota, em 07.08.16

Demorei.

Demorei bastante, por sinal.

 

Demorei mais de seis meses a entrar aqui outra vez. O conflito interior e pessoal que deflagrou, levou a que me exilasse de mim mesmo no que à escrita diz respeito. Não foram só as ideias que fugiram. A originalidade. O querer escrever. Não.


Fugiu o prazer de o fazer. 

 

Mas estou aqui outra vez. No entanto, não foi fácil e foram necessários sacríficios como tudo na vida. 

 

Nestes mais de seis meses que passaram muita coisa mudou. Na minha vida, nas vidas ao meu redor e nas vidas ao redor das vidas que estão ao meu redor. Menos a vida do meu avô, essa não mudou muito, pelo contrário, esfumou-se a 4 de Março mas não tem mal, falarei disso, eventualmente - talvez haverá quem, nostalgicamente e quase que semi inconsciente, se recorde de umas passagens aqui a propósito de um Franklim, mas tudo a seu tempo. Estou de volta para tentar ser o niilista que sempre quis ser, embora as minhas quotas pagas da corporação de Bombeiros ou o voluntariado no GASC representem o paradoxal das minhas intenções. O que, diga-se de passagem, é puramente falso.

 

Penso que recuperei a fluidez. Era o que mais me preocupava sinceramente. Não ser capaz de escrever fluidamente atormentava-me profunda e proficuamente, tanto como o receio de um dia ligar a televisão e ser obrigado a assistir, ininterruptamente, à progamação diária da SIC Caras. Quero falar de tanta coisa. Da morte do meu avô. Da morte do Nicolau "Tá-tudo-preso-seus-cabrões" Breyner. Da morte do Camilo (e daí prefiro só falar do estado de viuvez da Paula Marcelo, que enviuvou mesmo a tempo de tentar ir à penetra à festa de verão da TVI no Tamariz de forma a procurar consolo - e aqui apenas duas formas: ou a chorar compulsivamente no ombro do Flávio Furtado, numa mistura de luto e repulsa pelo padrão floral dos cortinados da coleção primavera/verão de 1983 presente na camisa escolhida por ele; ou, e eu optava por esta, num concurso de beer pong com o José Carlos Pereira em que se falhase o Zeca bebia e se acertasse o Zeca bebia. Adiante). Quero muito, mesmo muito, falar do atentado em Nice, até porque é sempre nice falar das desgraças dos outros. Por exemplo:

Capturadeecrã2016-08-07às23.56.57.jpg

 

Uma palavrinha pelo Éder e pela conquista do Euro 2016. O Óscar do Leonardo. Os papéis do Panama. Dos conterrâneos do Beauté que quinaram em Orlando. Do Brexit. Do Trump. Do Donald. Do Donald Trump. Tanta coisa para falar. Tanta coisa para derramar falsas opiniões e considerações de forma a importunar, incomodar e irritar pessoas.


Mas também quero falar de mim. Do que fiz e do que ando a fazer. Da paraguaia que conheci e que me fez juras de amor e dois dias depois partiu me o coração ou corazón (para o caso de ela ler isto.... Vaca...). Das minhas férias no estrangeiro, subentenda-se, Algarve. De calças brancas, again. Mas prometo que não falo nem de discotecas nem da Érica da Casa dos Segredos (já agora, se souberem em que letra é que ela vai no que toca aos gajos da lista dela avisem-me, é que se me toca a mim lá para Outubro não me dá muito jeito)

 

Tenho tanta merda para dizer (escrever), e tanta gente para criticar. Prometo que tentarei ser a segunda pessoa mais chata da blogosfera, visto que para o ser a pessoa mais chata tinha de adorar livros mesmo que fossem de culinária e tivessem como título algo do género: "Recetas culinarias tradicionales de la ciudad de Pedro Juan Caballero".

 

E agora só não continuo porque tenho de ir atear um fogo ao monte idílico e verdejante que vejo da janela do meu quarto porque não me apetece nada pagar mais IMI pela vista que tenho para um punhado de eucaliptos. Obrigadinho Camarada Costa.

 

Inté.

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