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demagogia de bolso

Convencido . Corrompido . Corrosivo .

demagogia de bolso

Convencido . Corrompido . Corrosivo .

Se o Ricardo Reis fosse um guna da Areosa

Anda, agacha-te aí à minha beira, Lídia, aqui ao pé da ribeira.

Sem falares porque és chata, vamos olhar para a água a passar e apercebamo-nos

Que vamos bater a bota, e podíamos estar na marmelada.

(começa-me a tirar a roupa com as mãos.)

 

Lá pó fim pensa, já chavalos grandes, que a life

Vai-se embora e não vem, não deixa merda nenhuma e nunca volta,

Vai pr'áqueles lados onde só há água, para a beira daquela música que o meu avô Serafim ouvia,

Mais longe até do que o Pinto da Costa.

 

Tira-me as patas de cima, porque nem para me fazeres suar serves.

Não me vim, e nem sei se te vieste, mas vais já pela ribeira abaixo.

E nem faças barulho, vai caladinha

Que eu sei onde tu moras.

 

Nem sei se te dava beijos, ou te enchia de porrada,

Nunca foste bonita, e és um bocado gorda,

Já nem me preocupo contigo, vai co'caralho,

Afoga-te oh vaca.

 

Comi-te e tu comeste-me sem stress, e pensei que eu e tu,

Se tivéssemos na mesma onda, fazíamos um 69,

Mas agora que pus os óculos perdi a vontade de te comer,

Prefiro ver-te a tentares nadar à cão.

 

Vamos roubar umas flores, segura nelas mas atira-as

Se o dono vier, passa-as no pescoço e faz de conta que é Chanel -

Enquanto sonhas que nunca vais ter de trabalhar,

e que vais ser sempre chavala.

 

Mas, se por acaso, eu finar antes de ti, ou for preso, não me esqueças,

Mesmo que nunca chores com saudades minhas

Porque nunca pinamos, nem nos comemos

Nem fomos mais do que dois chavalos.