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demagogia de bolso

Convencido . Corrompido . Corrosivo .

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Susceptibilidades #5

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Quando era mais novo, assim uma espécie de chavalito de 8/9 anos, achava que o apogeu do mundo feminino resumia-se à Claudia Raia. Claro está, que nessa altura, o programa televisivo que eu podia assistir o mais tarde possível antes de ir para a cama, por a conversa em dia com o menino Jesus e dormir, eram as novelas brasileiras (A Próxima Vítima, com a Glória Pires a protagonista confesso que me marcou). No entanto, de todas as "beauty milfs" que por lá andavam (que tendo eu 8/9 anos resumia se a todas as mulheres que apareciam), aquela que preenchia o meu mais-do-que-precoce imaginário erótico era a Claudia Raia. Aquele ar de transexual javardona tirava me do sério (o que é preocupante num rapazinho da minha idade eu sei, no entanto, transformei me num macho alfa bastante hetero, bem, se calhar sem a parte do alfa, mas adiante) e distraía-me das minhas "conversações" noturnas com o Divino.

 

Pois bem, cresci. Comecei a perceber o que realmente era uma mulher nas suas melhores virtudes, e esqueci por completo a Claudia. No entanto, como um primeiro amor que deixa marcas, mesmo com o passar dos anos ela nunca me é indiferente. Principalmente pela sua capacidade de me surpreender. E ela voltou-o a fazer. Aos 48 anos, Claudia com as suas curvas e ainda a cara de uma transexual javardona voltou a mexer comigo. Soube, agora mesmo, que ela voltou a casar. Pela terceira vez. E aqui está a capacidade de surpreender da Cláudia.

 

Não bastou, com os seus 18 aninhos, namorar para um senhor que podia ser pai dela (ou outro quarentão qualquer com fetiches por transexuais com cara de javarda, estou me a repetir eu sei, mas quero que fiquem com essa ideia entranhada quando virem a cara da "minha" Claudia), nomeadamente, o Sô Jô Soares.

Depois, não dando certo, redescobriu o verdadeiro amor, no seu primeiro matrimônio, com o Alexandre Frota. Esse bad boy bodybuilder, que assim como eu, deixou se enfeitiçar pelo ar travesti e safado (para não ser sempre a mesma coisa) da Claudia. Tanto isto é verdade que, anos mais tarde, já depois de ter beijado o Castelo Branco na boca, o grande Frota acabou mesmo por "deitar abaixo" uns quantos transexuais lá na sua carreira de actor de filmes alternativos.

Seguiu-se, anos mais tarde, um amor originado nos bastidores de uma novela - ou seja, aqueles relacionamentos clichês que atinge todo os actores -, concretizado em juras de amor eterno no segundo matrimônio de Claudia. O felizardo quem era? Edson Celulari, o homem do telemóvel (que piada mais absurda). Foram felizes durante 17 anos, nunca se preocupando com os rumores que propagavam a existência de dois pénis naquele casamento.

Voando agora para o presente, e lembrando, na reminiscência, de que os dois casamentos anteriores não resultaram, a Claudia apostou todas as "fichas" (por agora) na roleta russa do amor ao voltar a firmar promessas eternas de um amor conjunto entre duas almas como um só, com o melhor "candidato" dos três. O seu novo e terceiro marido chama-se, nada mais nada menos, Jarbas Homem de Mello. Tem tudo para dar certo. Tem nome de empregado/mordomo (basta-nos lembrar do porco concierge de Rato no Balas e Bolinhos 3) e de corno manso, o que deve dar jeito de certeza. E é Homem quanto mais não seja de nome, o que já ajuda a afastar as suspeitas que o casamento com o Edson (meu puto Edson, como na música do Valete) sofreu.

 

Mas pronto, vou esperar e ver. Confesso que estou a espera que corra mal. Porquê? Porque ainda mantenho a "ilusion" (lembrando as conferências de imprensa do Lotopegui) de dar umas curvas com as curvas da Claudia. Se ela se mantiver assim claro. Com curvas e com cara de transexual javardona.

 

Mas eu sou hetero ok?