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demagogia de bolso

Convencido . Corrompido . Corrosivo .

demagogia de bolso

Convencido . Corrompido . Corrosivo .

Feliz Natal, Becas.

Querida Becas,

 

          Aqui vai a prova do quanto significas para mim. Já não escrevia uma carta desde o tempo em que, acreditava que o Pai Natal existia, o Sporting ainda se lembrava do que era ser campeão, o Saramago, o Artur Agostinho, Raul Solnado e o Eusébio ainda existiam e que eu ainda pensava que um dia iria namorar com a Pamela Anderson.

          Isto só para contextualizar e enquadrar esta façanha que demonstra o amor que tenho por ti!

          Amor...

          É de amor que esta carta trata. Do meu amor incomensurável e infindável que eu tenho por ti.

          Sei que te devo muito. Sei que te devo mil e uma viagens a Lisboa para estar contigo, todas elas mais do que merecidas. Sei que te devo mais chamadas, mais mensagens, mais conversas, mais gestos e atitudes que demonstrem “ad eternum” que eu gosto de ti.

       Foste, sem dúvida nenhuma, a primeira pessoa a ensinar-me como gostar realmente de alguém, e a coragem que é preciso para assumir esse passo. Encontraste e conheceste um menino, arrogante e convencido, mas que, hoje, levanta-se todos os dias, feito Homem, sempre tentando ser mais e melhor. Sim, fizeste-me melhor pessoa, e foste a primeira numa vida inteira a fazê-lo e a fazer valer a pena.

         E prometo-te com o coração inteiro, que é tão meu quanto teu, que estarei sempre, mas sempre, do teu lado, como uma luz que brilha sem cessar, mesmo depois do primeiro de nós partir.

          Não conheço palavras sinceras o suficiente para te descrever da forma que eu te vejo.

       Tudo o que tu és, tudo o que tu passaste, todos os teus problemas, todos os teus defeitos e qualidades e todo o teu coração, tão pequenino e tão frágil e ao mesmo tempo tão grande e cheio de si, para mim é, tudo em si, um exemplo daquilo que todos devíamos seguir e aspirar a ser.

          Com pouco mais do que a respiração, explicaste-me o infinito. E agora sim, acredito que é raro e lindo, aquilo que temos. Conheces-me por dentro e por fora, aceitando-me por aquilo que sou. Onde muitos passaram e não viram, tu encontraste-me e ficaste. Fazes-me sentir bem, apenas por existir.

        Não posso deixar de te perguntar: quando é que te volto a ver? Sei e tentei escrever-te mais vezes, mas nunca encontrava o que escrever.

          Devia ter escrito no início, como fazia o Eça de Queiroz em todas as suas cartas:

          “Espero que esta carta te encontre bem de saúde...”

          Espero mesmo!

        Já te disse mil vezes mas aqui vai mais uma: quem me dera que vivesses mesmo aqui, ao pé de mim. Tenho sempre tanto para te falar, tanto para te mostrar e não, um telemóvel e um computador não resolvem tudo.

        Quero acreditar que quando chegares a estas linhas, já te tenhas apercebido que estou a ter o momento mais piroso e lamechas da minha existência. É bom que esteja a valer o esforço e que desse lado já rolem algumas ou muitas lágrimas por essa linda face abaixo.

          Só para teres noção, estou a escrever isto a um sábado à noite e já passam das três da manhã. Acho que é aquela hora em que a saudade bate com mais força.

            O que vale é que eu sei que não há nada que te faça não gostar de mim. Não é?

            

          Espero, também, que esteja tudo bem com a tua família e com as tuas amigas – quero lá saber dos teus amigos. Mando um beijo enorme para a tua mãe e um abraço sentido para o teu pai e para o teu irmão.

          Um beijo enorme também para a descendente não assumida de mafiosos italianos – ter uma matriarca da família que fala 278 línguas é, no mínimo, suspeito –, espero que também esteja tudo bem com ela. Diz-lhe que pode me ligar sempre que lhe apetecer discutir com alguém, desde que o faça tendo a consciência que não vai ganhar a discussão. E diz-lhe para mandar um abraço meu ao Portas, que o homem, coitado, deve andar triste.

          Mais beijos para a Verónica, para a outra Rita, e para todas as tuas amigas com quem tiras fotos e pões no facebook.

          Desejo a todas, do fundo do coração, um Feliz Natal 

 

          Daqui, deste lado, está tudo bem. A minha mamã e o meu papá mandam-te beijinhos, e dizem que podes vir sempre que quiseres – tecnicamente não dizem porque não sabem que estou a escrever esta carta, mas se lhes perguntasse sei que era o que diriam. Já fazes parte da família, só falta mesmo apareceres nas fotos de família e começares a ir comigo a casamentos e baptizados daqueles primos da França para que seja oficial.

 

         O Paulinho chega quarta-feira da Finlândia. Estou a morrer de saudades dele, não tens noção, e para o idiota era lhe igual se viesse ou não viesse. Diz que só tem saudades de comer uma francesinha e que por ele só vinha a Portugal para cortar o cabelo. É um otário, mas tenho saudades dele pra caralho – tinha que dizer um palavrão senão, não seria eu.

       O meu sobrinho está enorme também, embora não o conheças, parece sempre bem falar da família toda. E a minha relação com o meu irmão mais velho, para já, está estabilizada, por isso, é só boas notícias.

 

          Espero que 2016 te traga muitas mais vezes para junto de mim. Queria mesmo, por exemplo, levar-te comigo a ver um jogo do “nosso” Porto. Queria passar uma noite inteira na rua contigo, tal e qual como faço com os meus amigos, falando de tudo e nada, só mesmo para o tempo passar e fazendo companhia um ao outro. Queria mostrar-te Barcelos à noite, os tascos e as pessoas, o espírito e a proximidade. Queria fazer-te mais do campo e menos da cidade. Queria ter-te comigo nos meus anos, mas sei tambem que te devo me a mim nos teus anos, e lamento todos os que já perdi.

          Queria tantas e mais tantas outras coisas, e sei que há de chegar o dia onde iremos fazer isso tudo e muito mais.

 

            Até lá,

 

            Quero só dizer que tenho saudades tuas.

            Quero só dizer que te amo do fundo do meu coração.

            Quero só dizer que foste, és e sempre serás especial para mim.

            Quero só dizer que mudaste a minha vida, desde o primeiro segundo em que entraste nela.

            Quero só dizer que já estou a dizer muitos clichés e que já me estão a acabar as frases feitas.

 

            Que estejas bem. Que estejas feliz. E que fiques sempre assim.

 

Mas comigo por perto.

 

 

 

Do sempre teu,

 

Pedro

Carta aos meus Amigos

Segunda-feira, 

29 de Junho de 2015

 

 

É sempre difícil começar um texto de agradecimentos, principalmente quando há muita coisa para agradecer e muitas pessoas a quem agradecer. No entanto, esta é a minha tentativa de querer mostrar-vos o que representam para mim. 

 

Reconheço, inclusive para mim próprio, que não sou propriamente a pessoa mais afável do mundo. Sei que sou bastante rigído em muitas coisas, e tenho um pouco a mania de querer "controlar" tudo. É a minha forma de estar, acho eu. O querer ser sempre responsável e certinho, levado ao extremo, pode fazer parecer que eu seja uma pessoa severa, fria e que não se sabe divertir. Sei também que resmungo imenso, e sou praticamente "intolerável" quando toca a discutir. Vocês que me conhecem, sabem que mais vale deixarem-me "levar a bicicleta" do que ficarem simplesmente a teimar comigo. Não que eu tenha sempre razão, mas não viro as costas a nenhuma discussão seja pelo que for. 

 

No entanto, sei também que não sou só defeitos. Embora, se calhar, poucas, qualidades tenho, e, de acordo com aquilo que me é possível deduzir, tenho-as em quantidade suficiente para me fazer valer enquanto pessoa, e, principalmente, enquanto amigo. Vocês que me conhecem, sabem, modéstia à parte, que sou bom amigo, e que me esforço ao máximo para vos dar o melhor de mim, mesmo quando o faço da forma errada, o que leva a "estragar as coisas" muitas vezes. Devo ser, provavelmente, das pessoas com melhores intenções no mundo, para toda a gente. Amigos ou não. No entanto, peco por alguma ingenuidade e inocência na hora de expressar essas boas intenções. Sei que o meu sentido de humor, bastante por sinal, negro também me deixa muitas vezes em xeque. Há sempre aqueles momentos, em que aquela piada não foi dita no timing correcto, ou a minha forma de racionalizar humoristicamente as coisas também não cai muito bem no goto das pessoas. É normal, acho eu, e assumo plena responsabilidade por isso. 

 

Mas o que me deixa orgulhoso e de coração cheio é saber que posso contar convosco e que vos tenho na minha vida. Não há nada que me deixe mais feliz, do que partilhar aquilo que é meu convosco. Não há melhor noite do que aquelas passadas na vossa companhia. Aquilo que eu, porventura, vos posso dar, retribuem-me vocês em quantidades dez vezes superiores em forma de um abraço ou um sorriso. E receber-vos em minha casa, para festejarem e celebrarem comigo (ainda que mais de um mês depois) uma data que me é importante, como é o meu aniversário, só me pode deixar a transbordar de alegria.

 

Por isso, quero agradecer:

 

Ao Dany. Por uma amizade infindável. Por seres o meu parceiro, o meu irmão, o meu camarada, o meu sô 04. Desde que me conheço que te conheço a ti. E em 23 anos de existência, levo 20 anos da tua amizade. A minha infância é preenchida por momentos nossos. Em putos, no jardim de infância mascarados de árvores, nos carnavais, nas brincadeiras, na tua casa. Crescemos, moldamo-nos enquanto pessoas, tornamo-nos adultos. Mas permanecemos os mesmos de sempre aos olhos um do outro. Hás de ser sempre um irmão para mim, na verdadeira e mais pura acepção da palavra.

 

Ao Vasco. Por seres a pessoa mais verdadeira que eu conheço. Por seres a pessoa que mais valor dá a uma amizade. Por seres aquele que melhor descreve o que é ser "Amigo" de alguém. E por Deus, ou quem for o caralho que manda nesta merda toda, ter conseguido reunir estas qualidades no monte de esterco que tu és. "Aaaahh filho de uma grande puta, vai ser paneleiro à puta que te pariu oh filho da puuuuuutaaaa". És o gajo mais improvável de todos. Nunca vi ninguém tão agressivo, excessivamente mal educado e ao mesmo tempo cheio de valores e princípios. Devias ser fechado num filho da puta de um laboratório e seres estudado como os macacos. Realmente, com uma fronha dessa parecido a eles já és.

 

Ao Cunha. Por seres um perfeito anormal. E por seres o perfeito anormal mais responsável que eu conheço. Para ti não existe a palavra "Não", pelo menos quando dita da seguinte forma: "Oh Cunha, NÃO és gajo de ir à beira daquela gaja e chamar lhe puta", "Oh Cunha, queria te ver Homem de pegares numa pedra e foderes um vidro". Tu és aquele que testa os limites dos impossíveis. Também és o gajo que me arranja o pc sempre que eu preciso, o que também não é mau. És o companheiro de todos os momentos, aquele que nunca falha, e que está sempre disponível para fazer qualquer merda. Se há amizades que duram 24 horas por dia, a tua de certeza que é uma delas.

 

À Paulinha. O facto de seres a minha ex-namorada, ainda causa estranheza a muita gente. "Não percebo como é que podem ter acabado e continuarem a dar-se tão bem". Continuem sem perceber, não vos devo justificações. Mas a ti, Paulinha, devo. És das melhores pessoas que eu conheço. Compensas as tuas falhas (principalmente intelectuais, embora leias muitos artigos, e matemáticas, no que toca a contar moedas de um euro), com um sentido de dever e lealdade excepcionais. O teu empenho e dedicação, por vezes, só me fazem sentir envergonhado. Sei que o teu "amor" por mim é incondicional assim como o meu por ti. Embora te falhe muitas vezes, e nem sempre demonstre o quanto gosto de ti. Sabes que és das pessoas mias importantes da minha vida, e a tua amizade, além de todas as recordações, é dos laços que mais prezo.

 

À Lúcia. Por seres a minha alma gémea. A pessoa que melhor me conhece. A pessoa que está quase como "telepaticamente" ligada a mim. Já te disse mais do que uma vez, que para mim, és o maior exemplo da minha vida a seguir. Os teus valores e princípios. Aquilo que defendes. Aquilo que te fascina. Aquilo que fazes. Tudo o que a ti te diz respeito, provoca em mim dois sentimentos: orgulho e admiração. E não consigo quantificar nem um nem outro. É muito mais que muito. Embora, possa parecer um pouco injusto para todos os outros, é com extrema sinceridade, modéstia e objetividade que digo que és a melhor pessoa que eu conheço. Se é graças aos meus amigos que me torno melhor pessoa, então, cabe-te a ti grande parte dessa responsabilidade.

 

À Sara e à Anabela. "A nossa amizade não está sujeita a prescrições nem caducidades". Foram, sem dúvida, das melhores (e realmente poucas, e ainda bem, aumenta o valor que vos dou) coisas que a vida académica que Braga me deu. O meu (eventual) sucesso profissional, estará intimamente ligado à vossa paciência, generosidade, ombridade, lealdade, empenho e amor. O amor que vos tenho, assim como a admiração e o dever de lealdade, é a minha "pouca" forma de tentar todos os dias retribuir tudo aquilo que me dão. Se o meu coração é grande, o vosso é enorme. Se o meu for enorme, o vosso é imenso. Mas, mesmo que, porventura, o meu coração, pequeno ele fosse, haveria sempre espaço lá para vocês as duas.

 

À Graciela. Meu amor perfeito. Sei que, sem sombra de dúvida, vejo qualidades onde muitos outros vêem defeitos. E todos aqueles defeitos que te possam apontar, não são, nada mais nada menos, do que a tua maneira de ser. Para mim, que te conheço verdadeiramente, e sei a "verdade" da tua pessoa, posso com toda a certeza afirmar: és melhor pessoa do que 90% das pessoas pensa, se calhar até do que tu pensas muitas vezes. Somos amigos há anos. Muitos anos. E mesmo assim, todos os dias me dás mais e mais a conhecer de ti. Só te posso agradecer por isso, e por fazeres parte da minha vida e deixares me que faça parte da tua. Até podem dizer que sou eu que não sou exigente. Mas, a realidade, sendo exigente ou não, sempre que precisei estiveste lá para mim. Basta-me isto. E basta-me ter-te na minha vida.

 

Ao Henrique. Por estares lá desde a primeira hora. Por seres dos resistentes. Por seres dos que não abandonam o barco. E, realmente, por seres aquele tipo de amigo que chega a tua casa e ainda te dá ordens. Aquele que come o que é teu e ainda reclama contigo. Não tenho muito de positivo para dizer acerca da tua pessoa na realidade. Desculpa Henrique. Amigos para sempre à mesma.

 

À Celina. Agradeço-te essencialmente por duas coisas: pela tua imparcialidade e pelos sonhos que já tive com as tuas mamas. Tirando isso, acho que deves ser das pessoas mais parecidas comigo que conheço, excluindo claro está o meu lado conflituoso.Tens muito mais valor do que aquele que te dão, incluindo eu próprio. És aquela amiga que muitas vezes nem damos por ela, mas que está lá sempre. Manténs-te nos bastidores, discreta e atenta. Mas, embora até possa deixar parecer muitas vezes, a realidade no entanto, é que tu para mim tens um valor inestimável. E agradeço-te todos os conselhos e sabedoria que me dás.

 

À Rita (Pinto). Por seres a minha pequena estrela. Por seres a pessoa mais fofa e adorável que conheço. Por teres o dom de tornares as pessoas melhores. Pelo teu sorriso, pelos abraços super apertados e pelos milhões de beijos. Num sentido artístico, e até literal, dás bastante cor e brilho à minha vida e à minha pessoa. Estou eternamente agradecido a "quem" te colocou no meu caminho. Sabes que gosto "milhões" de ti. Sou um padrinho babado, e tu dás me todos os motivos para assim ser. 

 

Ao Ximi. Ou André se preferires. Por seres o gajo mais genuíno que eu conheço. Por estares sempre bem disposto. Por seres a pessoa que mais facilmente me põe a rir, mesmo que seja de algo completamente idiota e sem sentido. O meu humor negro encontrou em ti um aliado de peso. Só tu para me fazeres rir com um puto com paralisia cerebral a fazer de conta que estava no Titanic ou com feitiçaria negra e voodoos para fazerem crescer o cabelo no seio das tribos africanas. Aplica-se a máxima que tu, bêbado de preferência, tantas vezes dizes: "Não há cá misericórdias". Pois, não há Ximi, realmente não há, e não tenho nenhuma misericórdia para todos aqueles que não conseguem ver em ti o mesmo que eu vejo. Alguém extremamente afável, sociável, genuíno e bem disposto. Ou seja, tudo aquilo que alguém pode querer num parceiro de copos. E tu és sem dúvida o melhor parceiro de copos que eu tenha. Mesmo que sejas tu a beber o teu e o meu.

 

À Rita (Sousa). Por seres das melhores surpresas que me aconteceram na vida. Sinto como se te conhecesse desde sempre, e gosto de ti como se gostasse desde sempre. Entraste de mansinho na minha vida, para aí reclamares o teu espaço e a tua importância. E sim, és extremamente importante para a manutenção do meu bem estar e da minha felicidade. A única coisa que odeio, é a distância física que nos separa, que impossibilita-me estar contigo tantas vezes como gostaria. No entanto, cada momento passado contigo comporta meses e anos de verdadeiro amor.

 

À Mariana. Se eu tivesse uma irmã mais nova, serias tu de certeza. Mas é como se já fosses. Fazes parte tanto da minha família, como eu sei que faço parte da tua. Acolheste-me e abriste-me a porta da tua vida, como se realmente fosse teu irmão. E o incondicional amor que me dás deixa-me eternamente agradecido por te ter na minha vida. Guardo e guardarei para sempre todos os bons momentos passados contigo, com o único desejo de poder vir a passar ainda muitos mais momentos deses contigo.  

 

À Diana (Real). Por mesmo, sem dar conta disso, teres marcado a minha vida nos últimos 7 anos. Guardo na memória como se fosse ontem, o primeiro dia em que falamos, ou quando nos conhecemos. Guardo na memória as horas infindáveis de conversas que tínhamos, falando de tudo e de nada. Ambos com igual importância. Eras das pessoas com quem menos tinha oportunidade de estar, no entanto, o tempo acabou por encarregar-se de resolver isso e trouxe-te para mais perto de mim. Não que a amizade não estivesse lá, mas confesso que me alegra muito mais ter-te mais presente na minha vida. Nunca me faltaste com um sorriso, com uma palavra amiga, um pequeno gesto que fosse. Pequenos gestos que marcam, e que me acompanham há já muito tempo, e que tenho a certeza irão continuar a acompanhar-me por muito tempo.

 

Ao Jorge, ao Santos, ao João Carlos, ao Chihuauha, ao Rui, ao Rafa e ao Bruninho. Por serem a minha "malta". Por serem os camaradas de todas as horas, juntamente com os animais do Cunha, do Vasco e do Ximi. A todos vós, vos devo muito. E de todos vós tenho histórias e momentos para contar, de muitas horas passadas juntos. Para onde for, levo-vos comigo. São a minha "família", não tenham dúvidas disso.

 

À Ana e à Inês (Caleiro). Foi na chocolateria que tudo começou é verdade. Mas os verdadeiros "chocolates" são vocês. Sabem que gosto imenso de vocês, e que vos admiro, tanto uma como outra, profundamente por tudo aquilo que representam para mim. Sendo vós mais velhas do que eu, não posso deixar de vos agradecer além dos diferentes pontos de vista sobre as mais variadas coisas, a maturidade, a sabedoria, a generosidade e a infindável paciência que têm para comigo. Embora, o tempo que passamos juntos tenha-se tornado mais escasso, não estreitou nem enfraqueceu o valor que vocês e a vossa amizade têm para mim.

 

À Diana (Araújo) e ao TT. Há quem faça amizades graças à praxe. Não é este o caso. Até pode ter ajudado, mas não é o caso. Vocês fazem parte daquela mão cheia (não devem ser muitos mais) de pessoas que levo comigo da minha vida académica. Quanto a ti Dii, além de seres, sem sombra de dúvida, a pessoa mais doce que eu conheço, és a total antítese de mim. Se eu sou a tempestade, és sem dúvida a calmia. E onde eu exagero, e por vezes sou bruto, tu és serena e só tens palavras doces e gentis. Disse e digo muitas vezes, que és a rapariga de sonho da maioria dos rapazes, e eu sinto-me um felizardo por ter o prazer de te ter conhecido e te ter na minha vida. Quanto a ti TT, és o parceiro de combate e de guerra (na caça aos pombos). Contigo é sempre para #DarTudo. Se um de nós sozinho já é dose, então juntos a escala arrebenta. Um mata e o outro esfola. És um bom amigo e só te tenho a agradecer por isso.

 

À Cathy, à Andrea, à Cristiana, à Renata e às Dianas (Borges e Torres). Não é por serem só namoradas de amigos meus que fazem parte da minha vida. Nada disso, também vocês, por direito próprio, fazem parte da minha vida. E só tenho de vos agradecer por essa presença. Obviamente que, tendo mais contacto com umas do que outras, possa existir mais afinidades com A ou B, não deixam de, todas vós, terem um lugar só vosso na minha vida. Um aparte aqui à Renata, que embora estejas longe de momento, estarás sempre perto. E além de te agradecer pela amizade, e pelo carinho que me tens, também te quero agradecer, como amigo dele, por cuidares do Vasco e o fazeres feliz.

 

À Isabel. Por seres a maior prova viva, de que todos nós merecemos segundas oportunidades. Tu deste-me essa oportunidade e estou-te eternamente grato. A vida dá muitas voltas, e agradeço que de tantas voltas que a minha vida à volta deu, na volta trouxe-te para junto de mim outra vez. Percebes-me melhor do que muita gente, e eu percebo-te melhor do que muita gente. O teu ar gingão e popstar são 1% da imensidão que és e não mostra o enorme coração que tens. Mas eu sei que ele está aí, por debaixo desse macacão azul e dessa pele cor de "caramelo chocolate" à custa de muito solário. És muito mais do que aquilo que mostras, e ainda bem que tenho a oportunidade de poder ver por "debaixo" disso.

 

À Catarina. Por seres, hoje e sempre, a minha "becas". Por me dares o teu amor incondicionalmente, mesmo que a mais de 300 kms de distância. És o único motivo que me faz ter vontade de ir a Lisboa, embora prefira sempre que venhas antes tu ter comigo cá acima. És, com toda a certeza, dos grandes amores da minha vida, por tudo aquilo que és, e sabes que és, para mim. A minha casa é a tua casa. Sempre foi, é e sempre será.

 

À Inês (Silva), às Danielas (Mendes Silva e Carvalho), ao Chico, ao Beninho, à Fanny, à Melody, à Diana (Miranda), às Joanas (Sousa e Sousa Pinto), ao Pikasso, e mais alguns que posso não estar a recordar agora. Obrigado também a vocês, que de uma maneira ou de outra, deram-me o privilégio de poder considerar-vos amigos. Das mais variadas formas medidas, os laços que nos unem vão se solidificando, permitindo-me a mim desfrutar da vossa presença na minha vida, aprendendo convosco, partilhando convosco, divertindo-me convosco e passando bons momentos convosco. Uns há já muitos anos (Beninho, Melody, Diana, Joana Sousa), outros há relativamente pouco tempo (Chico, Inês, Joana Sousa Pinto), no entanto, as amizades mais do que uma cronologia, ou melhor dito, uma marca de quantidade, importa sim a qualidade intrinseca do laço que nos une. E em todos vós, vejo e revejo qualidade. Qualidade de Amigo na melhor e mais verdadeira acepção da palavra. E por isso, estou-vos eternamente grato.

 

À Joana (Mota ou Ferreira, ou como ela quiser ou mandar). Por tudo aquilo que sempre foste para mim, mesmo não o tendo reconhecido em devida altura. Ter-te na minha vida, é mais do que prémio suficiente. E o desafio que é aturar-te, assim como o teu feitio, é para mim a maior satisfação. Quando estás presente, por muito mau que esteja a ser o dia, torna-se instantaneamente melhor. É um poder que tens sobre mim, acho eu. E ainda bem, conserva-o por favor. A minha felicidade agradece.

 

 

Agradeço também a todas aquelas pessoas que em dados momentos da minha vida foram parte dela, e exerceram em mim grande influência e também foram em certa medida responsáveis pelo que sou hoje. As circunstâncias da vida, momentos menos bons de ambas as partes, levaram a que nos afastassemos. A vida é mesmo assim, acho eu, feita de amores e desamores. E mesmo que a porta esteja fechada para muitas dessas pessoas, assim como muitas portas se fecharão para mim, o amanhã será sempre diferente, mas, espero conservar boa memória para, apesar de tudo, poder agradecer-vos todos os bons momentos passados, e todas as memórias de partilhas que ficam. A vossa importância pode já não relevar  mas não se encontra, nem nunca será, esquecida.

 

 

Espero que estas parcas palavras, vãs na tentativa de exprimir tudo aquilo que vocês, meus amigos, representam para mim, tenham tido o condão de vos colocar um sorriso nos lábios. Pelo menos um parecido, com aquele que estou agora, ao recordar e evocar as minhas velhas e boas memórias passadas convosco.

 

Para sempre vosso amigo

Pedro Pereira

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