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demagogia de bolso

Convencido . Corrompido . Corrosivo .

demagogia de bolso

Convencido . Corrompido . Corrosivo .

Catalunha, quatrocentos anos depois.

Porque este caminho já é irreversível.

 

Porque o povo é quem mais ordena.

 

Porque quem tem uma identidade cultural própria, nomes próprios distintos, uma lingua própria, um hino próprio, uma bandeira própria e uma vontade popular por trás merece a sua auto determinação.

 

E, historicamente, nós portugueses devemos o gesto solidário de compreensão e apoio à causa catalã. Porque a História não esquece e ensina que a 1 de Dezembro de 1640 só foi possível a restauração da independência porque em Espanha as preocupações concentravam-se na rebelião da Catalunha. Não esqueçamos. 

 

Nós obtivemos a nossa justiça em 1640 e eles obtiveram-na hoje, 27 de Outubro de 2017.

 

Catalunha é um país. Viva a Catalunha!

 

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Agora Tancos

nunca fui conspirativista,

 

mas acho de uma coincidência enorme as armas que afinal foram roubadas em tancos - porque ainda andávamos no roubaram ou não havia nada para roubar que elas nunca existiram - terem aparecido hoje.

 

no dia em que a ministra da administração interna se demite,

no dia em que o primeiro ministro vai ao parlamento enfrentar uma moção de censura por parte da oposição, 

no dia em que o primeiro ministro vai se reunir com o presidente da república para ouvir o que será mais do que provável sermão paternalista,

 

se havia dia que alimentaria as teorias da conspiração acerca do que se passou realmente em tancos, era o dia de hoje. 

 

e vá se lá saber como, estavam as armas guardadinhas em chamusca, santarém, e foram recuperadas através de uma denúncia anónima, ANÓNIMA.

 

enfim.

 

Qual dignidade?

a ministra da administração interna, na carta com o seu pedido de demissão dirigida ao primeiro ministro, inicia dizendo que apresenta "agora, formalmente, o meu pedido de demissão, que tem de aceitar, até para preservar a minha dignidade pessoal".

 

como é que ainda há dois dias atrás enfrenta uma série de jornalistas para dizer em direto ao país que para ela seria mais fácil, pessoalmente, ir-se embora e ter as férias que não teve, mas que agora não era altura de demissões.

 

e agora vem dizer que, afinal, sempre se quis demitir? para preservar a dignidade pessoal? qual dignidade?

 

"Logo a seguir à tragédia de Pedrógão pedi, insistentemente, que me libertasse das minhas funções e dei-lhe tempo para encontrar quem me substituísse, razão pela qual não pedi, formal e publicamente a minha demissão". 

 

o tempo que não era de demissões há dois dias, passou a sê-lo agora, o que só mostra que a decisão foi tomada não por mostra de carácter, mas por falta dele. 

 

adeus, e até nunca mais senhora ministra.

Queimaram as minhas lembranças

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Quem me conhece sabe o carinho que tenho por S. Pedro do Moel.

 

 

Pequena aldeia, à beira-mar, de boas gentes, hospitaleiras, que recebem qualquer pessoa de braços abertos e com um sorriso rasgado na cara. Terra onde os verões são idílicos, onde o sol reflete nas varandas das casas brancas viradas para o mar, onde as ruas são estreitas e desniveladas num tracejado que termina na praia, onde a languidão dos dias acompanha os bocejos dos velhinhos que preenchem os bancos em dia de calor contemplando um horizonte de azul de céu e azul de mar. E toda esta preciosidade era honradamente guardada por um pinhal lindo e verdejante que protegia esta bela terra do passo apressado da vida mundana.

 

Ardeu o pinhal de Leiria, perderam-se as árvores, os animais, o cheiro e o chilrear de pássaros. Perdeu-se, em parte, Portugal. Que se consiga recuperar, que se consiga renascer e que possa um dia mais tarde, num futuro que desejo, levar os meus filhos e netos, por aquela mesma estrada, pelo meio daqueles lindos pinheiros, a S. Pedro de Moel, terra de gentes que merecem o mundo e que perderam o mundo que conheciam.

Rescaldo

são onze horas e quarenta e nove minutos e e a ministra da administração interna ainda não se demitiu. falta de noção é o que parece ser, falta de tempo é o que gostava de acreditar.

 

morreram já mais de noventa pessoas só este ano, em incêndios, à sua guarda. sob a sua responsabilidade. não que seja a culpada, pessoalmente, do calor, do vento, dos incendiários e do diabo a sete que pôs o nosso jardim plantado à beira-mar a ferro, fogo e brasas no passado domingo, mas, com o cargo que ocupa, tem que dar o peito às balas, assumir a sua responsabilidade e fazer o que Jorge Coelho fez na tragédia de entre os rios. a culpa não pode morrer solteira.

 

são já onze horas e cinquenta e três minutos. mais quatro minutos que passaram e a ministra ainda não se demitiu. lamentável.

 

Orçamento de Estado: Crónica de um bom padrasto

estando na iminência de me tornar mais um profissional liberal deste país, faltando apenas o resultado do exame de acesso à ordem dos advogados para cair o sufixo do "estagiário" na minha condição profissional, não posso deixar de me sentir animado com a medida anunciada e avançada pelos media acerca da duplicação do limite de isenção de iva para trabalhadores por conta própria.

 

assim, encaremos a ordem dos advogados como o nosso pai, um mau pai, um pai violento que nos enche de porrada sem termos feito nada. e entenda-se essa porrada como as alterações do estatuto da ordem dos advogados feitas no final de 2015, alterações essas que fazem de mim e dos meus colegas (curso de 2015) pioneiros na vinculação a essas regras. estágio mais curto, menos preparação, uma maior (para não dizer completa) restrição às nossas competências enquanto estagiários, a mesma precariedade, um lobby cada vez mais acentuado em benefício das grandes sociedades, a abolição da isenção de cpas nos primeiros dois anos de exercício e o próprio aumento da contribuição mensal para o cpas que tem um sistema aritmético de contribuição que aumenta não em função dos rendimentos reais mas em métodos indiciários baseados em anos de exercício*.

 

*o ridículo desta situação apura-se neste exemplo: dois colegas, um torna-se advogado em janeiro e o outro torna-se advogado em dezembro do mesmo ano civil, ambos encontram-se no mesmo escalão de cpas e pagam mensalmente o mesmo valor, mas o que é que sucede? chegando a janeiro do próximo ano os dois passam automaticamente para o próximo escalão do cpas. conseguem perceber o ridículo disto não conseguem?

 

no entanto, no meio disto tudo aparece o governo como um bom padrasto e mesmo não me revendo nas orientações partidárias deste governo, só me resta agradecer se esta medida entrar em vigor.

 

agradecer pelo estado se ter lembrado daqueles que estão a começar a aprender a caminhar num mundo em que o piso é tartan e o passo normal é à velocidade de sprints de cem metros.

 

 

Até quando, Judite?

A mesma jornalista que pediu respeito quando passou por uma tragédia pessoal é aquela que agora faz diretos ao lado do corpo de uma vitima não é?

 

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Até quando, vai esta senhora conseguir olhar-se ao espelho?

Até quando, vai a comunicação social continuar a lucrar de forma tão escabrosa com o drama e a tragédia das pessoas?

Até quando, vai a ERC permitir que estes episódios aconteçam?

 

 

Não vale tudo nesta vida.

A democracia dos pequenos ditadores - uma visão triste sobre a nossa sociedade

Parece que toda a gente anda em polvorosa com as (novas) declarações da Maria Vieira - que eventualmente podem ser do seu marido, uma vez que é assumido que estes são pen pal no facebook desta -, desta feita, sobre o novo herói nacional Salvador Sobral.

 

Engraçado, é observar todo o encadeamento ilógico que este acontecimento gerou:

 

1.º momento - há um atentado em Manchester

2.º momento - Salvador Sobral profere um comentário sobre o atentado em Manchester

3.º momento - Maria Vieira profere um comentário criticando o comentário de Salvador Sobral

4.º momento - Manuel Cavaco, Ana Bola, Nuno Markl, entre outras 1072389172539817253 pessoas proferem comentários criticando o comentário de Maria Vieira sobre o comentário de Salvador Sobral.

 

Isto pela rama é muito assim, e nem importa aqui ao caso o que é que foi efetivamente dito pelos interlocutores. De referir, que depois também houve inúmeras pessoas a defender a Maria Vieira.

 

E aqui é que chegamos a uma conclusão, para mim, preocupante:

 

Desde quando, é que cada um de nós, enquanto emissor de opinião, tornamo-nos agentes fiscalizadores das opiniões dos outros? Desde quando, é que o direito à liberdade de expressão pode ser utilizado como cobertura para ataques infindáveis às opiniões dos outros?

 

Na minha opinião, vivemos cada vez mais numa era em que todos queremos ser ditadores. 

 

A propósito de uma discussão familiar, discutia-se lá em casa a questão das touradas. Como se tratava de um aniversário e estava muita gente presente e a tomar iniciativa no debate, havia inúmeras posições. Mas mais ou menos a balança dividia-se assim: os mais velhos eram a favor, os mais novos eram contra. Sinceramente, não sei porquê. Talvez o choque intergeracional faça com que nós mais novos sejamos mais revolucionários e mais crentes em mudar o mundo. Sinceramente não sei.

 

O que sei é que eu sou totalmente a favor das touradas. Repito, totalmente. E tenho 25 anos. E mais ainda, nem gosto de touradas. Mas a minha formação de jurista ensinou-me que quando está em causa a discussão de determinado assunto, numa forma referendada, digamos assim, em que se decide se se é a favor ou contra, o nosso gosto pessoal releva pouco. Como tal, mesmo não gostando, pessoalmente, de touradas, jamais seria contra touradas.

 

Acabo de dizer o mesmo que estou a escrever aqui, e foi o caos total. "Explica-te! Como é que podes defender o sofrimento daqueles animais?".

 

Expliquei-me.

Eu sou tão a favor das touradas, como sou a favor:

- da praxe;

- do casamento entre pessoas do mesmo sexo e a consequente adopção:

- da eutanásia;

- da descriminalização do incesto;

- da caça;

- da descriminalização (e regulamentação) da prostituição;

- da legalização de todas as drogas;

- da desconsideração de feriados religiosos;

 

 

E, acreditem, que sou mesmo. E, provavelmente, desse lado, do leitor, já está alguém a espumar-se todo com vontade de argumentar com ataques ad hominem a coberto da liberdade de expressão. Hoje em dia, e o Correio da Manhã só veio aumentar isso, é sintomático as caixas de comentários de qualquer orgão de comunicação estar carregados de ataques que pessoas a coberto do anomimato proferem contra outras pessoas só por estas discordarem de si. 

 

É absurdo mesmo. E, ainda para mais, quando são figuras públicas a utilizarem a sua imagem e a sua influência para propagarem mensagens ridículas e claramente discriminatórias e pejadas de preconceito. Vejam por exemplo a plataforma feminista CAPAZES, onde uma das suas redatoras escreveu um "brilhante" texto a clamar sobre justiça. Num texto onde podíamos ler a palavra "democracia" numa frase, e na frase imediatamente a seguir dizia qualquer coisa como:

 

"a suspensão temporária do direito de voto dos homens brancos é a única chance de produzir uma real alteração no mundo"

 

 

Entendem agora porque é que falo na "democracia dos pequenos ditadores"? Porque, infelizmente, cada vez há mais destas pessoas. Pessoas que falam em democracia, mas cujas ideias são norteadas apenas por preconceito, discriminação e completo niilismo.

 

A Maria Vieira começou a ser profundamente atacada por manifestar as suas opiniões pro-Trump através das redes sociais. Todo o mundo ficou chocado porque uma figura pública da sociedade portuguesa manifestou apoio a alguém que, vejam-se, foi eleito democraticamente presidente do país mais poderoso do mundo. O que mostra que afinal o apoio dela não era assim tão isolado e desfasado quanto isso. Mas esta profunda crença que nós portugueses temos de que achamo-nos no direito de opinar sobre tudo e sobre todos faz com que, por exemplo, o Cláudio Ramos tenha emprego. E não digo isto como crítica, digo como constatação de um facto.

 

O problema é que esta mentalidade está inviesada até à mais ínfima célula do nosso ser. Temos um líder de oposição - em quem eu votei, digo sem problema nenhum - que a única coisa que sabe dizer, juntamente com a sua bancada parlamentar e o partido aliado é que o atual Governo "não tem legitimidade para isto, não tem legitimidade para aquilo, bla bla bla". Mas a realidade, a dura realidade que estes pequenos ditadores não aceitam, é que têm legitimidade sim senhor. Tanto têm e tiveram que formaram governo.

 

A questão das praxes é outra dialética incrível. Na altura do acidente do Meco, ouviram-se pessoas a insurgir contras as praxes que: 1 - nunca frequentaram uma universidade; 2 - frequentaram uma universidade mas nunca frequentaram as praxes. Só por si isto já é ridículo, mas eles também têm direito à sua opinião, por mais desajustada com a realidade que possa ser. Em relação à praxe, tendo eu sido praxado e praxante, só tenho a dizer que:

 

 

Vou ser sempre a favor da praxe, enquanto houverem estudantes universitários que queiram ser praxados e queiram praxar. No dia em que não houverem, podem acabar com a praxe então à vontade.

 

E esta ideia aplica-se a tudo. Ok, eu não gosto de touradas, no entanto, sei e respeito que hajam milhares de pessoas que gostem e vibrem com aquilo - para além das dimensões relativamente a impactos comerciais, culturais, históricos, etc. E como tal, defenderei sempre as touradas com base no mesmo princípio, se houverem pessoas que gostam de assistir a touradas, se houverem pessoas que queiram participar, porque não? A propósito deste tema, e para verem a maldade humana, recentemente faleceu com cancro um menino em Espanha que tinha dito numa entrevista, posteriormente, difundida nas redes sociais, que gostaria de ser cavaleiro de touradas (não sei se é o termo correto, wtv). Acreditam que houveram pessoas, só porque são contra touradas, que desejaram a morte ao rapaz? Pessoas que disseram que no caso dele não valia a pena fazerem-se doações e tratamentos. Absurdo mesmo. Tudo porque o rapaz disse que era a favor de touradas.

 

http://www.dn.pt/mundo/interior/vais-morrer-meninocom-cancro-e-vitima-de-ciberbullyingetodoa-espanhareage-5438571.html

 

Quanto à eutanásia. E vou-me só dedicar mais a este tema porque creio ser o que está mais na ordem do dia e mais próximo de ser uma realidade. Antes de mais, dizer que embora seja completamente a favor da legalização da eutanásia entendo que o Governo deveria referendar esta questão, dar ao país a possibilidade de se manifestar individualmente e não através daqueles que nos "representam". E, se porventura isso vier a acontecer, e o NÃO ganhar, então pronto, sou democrata ao ponto de aceitar que a maioria do país mostrou não estar preparado. E não há mal nenhum nisso. As mentalidades mudam-se aos poucos.

 

Exemplo: Despenalização do Aborto

 

Referendo 1998 - mesmo não tendo carácter vinculativo

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Referendo 2007

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No caso do Aborto, bastaram 9 anos, mas que fossem precisos mais ou menos. O importante é saber respeitar!

 

E agora, venham lá esses comentários profiláticos a acusarem-me de tudo e mais alguma coisa. 

 

A injustiça da Justiça

A tragédia abateu-se sobre a minha terra.

 

Sinopse:

Alguém, assassinou barbaramente 4 (+1 - o nascituro) pessoas, apenas porque estas não quiseram testemunhar a seu favor num processo de violência doméstica, em que este monstro foi condenado por agredir a filha e um outro familiar com um ferro.

 

Prólogo:

O homem foi julgado e condenado pelo crime de violência doméstica numa pena de 3 anos e alguns meses de prisão. Pena essa suspensa pelo mesmo período, uma vez que o homem pelos vistos era primário (ou seja, não tinha cadastro) e ainda uma pena acessória de não contactar com as vítimas do processo, sendo esta pena acessória complementada com a utilização de instrumentos de vigilância, neste caso, a pulseira eletrónica.

 

Fast foward agora:

A indignação no Facebook é viral. Parece que o maior culpado nem é o monstro, mas sim o Juiz que o "mandou para casa com pulseira eletrónica". Incrível. O Juiz cumpriu a lei, em sentido formal e material, e mesmo assim é o culpado. O homem tinha estado internado a receber tratamento psiquiátrico, e saiu porque recebeu alta médica, e mesmo assim o culpado é o Juiz que o "mandou para casa".

 

Podia dizer quid iuris, mas vou lançar as perguntas concretas:

 

1 - Quantas pessoas sabemos nós, no dia a dia, que batem ou já bateram na mulher, no filho, no pai, no irmão, na mãe, no cão, no canário, etc, e quantas delas foram logo "presas"?

2 - Obviamente que a violência doméstica não tem cabimento na nossa sociedade, mas deixo a pergunta, sempre que alguém for condenado por 1 crime (diferente de "crimes" em sentido plurar) e seja uma pessoa sem cadastro, vamos prender essa pessoa?

É que embora os pressupostos do crime de violência doméstica, os pressupostos da aplicação da pena suspensa, e basicamente os pressupostos de qualquer coisa tipificada quer no Código Penal e no Código Processo Penal sejam objetivos, a aplicação a cada caso concreto depende de uma interpretação casuística.

3 - Pensei, se ele tinha uma pulseira eletrónica como é que as autoridades não atuaram em prevenção?

Ora, esta foi me respondida por um agente da GNR. Ele tinha sido proíbido de contactar com as vítimas do processo de violência doméstica, não com as pessoas que barbaramente assassionou. E a GNR, infelizmente no caso nada pode fazer no sentido prevencional, porque do ponto de vista das limitações impostas pela pulseira eletrónica, o homem não infringiu nada. 

4 - A culpa é do Juiz que o "mandou para casa"? E então os médicos que lhe deram alta médica após tratamento psiquiátrico?

5 - Como é que podem culpar alguém pelos atos de outrem?

 

A indignação é muita. E muita dela disparatada. E disparada, em todas as direções, porque a busca de culpados não cessa, e pelos vistos o facto do homem se ter entregado às autoridades e confessado, não chega para a "população" deixar de procurar outros culpados. Culpados esses que não existem.

 

Mas a falta de moral e noção é generalizada, ao ponto de eu já ter visto posts de pessoas a indignarem-se com a Justiça portuguesa, culpando o Juiz pela aplicação de pena suspensa, quando estas pessoas estão, atualmente, também elas em pena suspensa, por crimes como: tráfico de droga, furtos e roubos (juridicamente é diferente), simples e qualificados, injúrias, ofensas à integridade física, desobediência, entre mais alguns. 

Pergunto: se também estes, amanhã, lembrarem-se de matar alguém, a culpa vai voltar a recair na Justiça e no Juiz?